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Entre o Altar e o Palácio – leitura livre

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Quando a fé deixa de confrontar o poder, ela corre o risco de servi-lo. Há momentos na história em que a fé precisa decidir se continuará sendo consciência ou se aceitará o conforto de se tornar ornamento do poder. Quando essa decisão não é enfrentada, o resultado não é neutralidade — é distorção. O Evangelho, que nasceu como boa notícia para os oprimidos, passa a ser remodelado para justificar estruturas, projetos e interesses que pouco dialogam com o Reino que Jesus anunciou. Entre o Altar e o Palácio nasce desse incômodo. Não como reação apressada a eventos específicos, mas como fruto de observação prolongada, reflexão teológica e compromisso com a integridade do testemunho cristão. O livro se propõe a examinar o caminho silencioso pelo qual a fé, em muitos contextos, deixou de confrontar o poder e passou a negociar com ele. ...

Por Que a Cruz Está Sendo Trocada por Bandeiras? Uma Crítica Teológica

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A cruz como símbolo de entrega universal versus a exclusividade dos símbolos nacionais. Por Que a Cruz Está Sendo Trocada por Bandeiras? Uma Crítica Teológica ao Nacionalismo e à Instrumentalização da Fé “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” — Romanos 12:2 (NVI) E m tempos de polarizações políticas intensas, uma tendência preocupante emerge nos círculos cristãos: a cruz — símbolo máximo de sacrifício, humildade e amor universal — é cada vez mais ofuscada por bandeiras nacionais, partidárias ou ideológicas. Essa troca não é apenas simbólica; ela revela uma profunda crise espiritual, onde a fé é instrumentalizada para servir ao poder temporal, em vez de confrontá-lo. Não se trata de negar a importância da cidadania ou do engajamento ...

Quando a Ausência Permanece Presente: O Luto, a Dor e a Teologia do Sentido

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A teologia como ponte entre a perda e o sentido: integrando o luto à jornada da vida. Quando a Ausência Permanece Presente O luto que não passa, a dor que transforma e a teologia como ponte entre a perda e o sentido A morte não termina apenas uma vida. Em muitos casos, ela interrompe o fluxo interno de quem permanece. Há perdas que não se acomodam ao tempo. Não se dissolvem com os meses. Não obedecem às frases prontas nem às expectativas sociais de “seguir em frente”. São perdas que se instalam no interior da pessoa e passam a reorganizar tudo: memória, identidade, fé, futuro. O luto, quando não encontra espaço para ser elaborado, deixa de ser apenas tristeza. Ele se torna uma experi­ência existencial profunda, capaz de paralisar a vida, corroer o sentido e produzir uma sensação contínua de ruptura com o mundo. Este texto não busca acelerar...